sábado, 4 de maio de 2013

Gu-gu-Da-da

Aos 7meses minha filha começou a balbuciar as primeiras "palavrinhas".
O famoso Gu-gu-gu,da-da-da...
Então vamo para mais um post.
Dr Drauzio Varella faz perguntas a respeito da fala das crianças e a dra Rejane Rubino responde todas as dúvidas.
drauziovarella



PROBLEMAS DA FALA NA CRIANÇA


Rejane Rubino é fonoaudióloga e professora do curso de Fonoaudiologia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
Os pais olham os filhos sempre com muito orgulho. Na maioria das vezes, acham que eles têm desenvolvimento mais rápido e são mais espertos do que o das outras crianças. Mas, quando o filho apresenta alguma dificuldade para falar ou desenvolve essa habilidade mais lentamente, ficam ansiosos. Se essa ansiedade não é boa para eles, é péssima para a criança que aí, sim, poderá apresentar problemas em relação à fala.
O ser humano demora alguns anos para dominar perfeitamente o mecanismo da fala. Alguns o fazem mais depressa; outros, mais devagar. Não existe data precisa para determinar a normalidade desse processo que envolve uma série de aspectos orgânicos e psíquicos. Qualquer dúvida que surja a respeito do desenvolvimento da fala na criança deve ser esclarecida para evitar o agravamento da situação.
DESENVOLVIMENTO NORMAL DA FALA
Drauzio – Qual é o desenvolvimento normal da fala na criança, das primeiras sílabas até a formação de frases completas?
Rejane Rubino – Em termos de tempo, existe uma variabilidade muito grande. Aquilo que se considera normal não pode ser demarcado por um ponto fixo, mas por algo que comporta variação. Pesquisas mostram, por exemplo, que uma criança de 16 meses pode falar 150 palavras, enquanto outra da mesma idade não fala nenhuma palavra ainda, o que não significa que esta última apresente um problema de linguagem, porque a questão do tempo variável tem peso significativo.
É importante notar que inicialmente a criança produz vocalizações que são tomadas pela mãe e pelo pai como fala, quer dizer, a criança é interpretada como se fosse um falante antes mesmo de começar a falar.
Drauzio – Que tipo de vocalizações são essas?
Rejane Rubino – Essas vocalizações caracterizam-se pela emissão prolongada de uma vogal – aaaaa, por exemplo – ou até mesmo de sons que não serão produzidos mais tarde quando a criança for falante da língua. Depois, isso vai se transformando num balbucio que se caracteriza pela reduplicação de sílabas (babá, mamã), e que se aproxima da estrutura silábica da língua.
Drauzio – Essas reduplicações costumam ocorrer em que faixa etária?
Rejane Rubino – Elas estão presentes após os seis meses de idade. O importante é que o adulto vai tomá-las como palavras. Em geral, quando as mães dizem que o filho começou a falar porque nesse balbucio emitiu um som próximo de “mamã”, por exemplo, na verdade, ele ainda não está falando. No entanto, o fato de o adulto tomar aquilo como fala é fundamental para que ele venha a falar. A criança depende dessa interpretação para tornar-se um falante ativo.
Drauzio – Em que nível está a fala da criança com um ano aproximadamente?
Rejane Rubino – A partir dessa fala interpretativa que pai e mãe fazem, a criança vai tomando alguns fragmentos que irão reaparecer em situações parecidas às que foram faladas pelos pais. Portanto, a primeira fala tem natureza bastante imitativa. A criança repete fragmentos ditos pelo adulto que continua interpretando sua fala. Então, ela fala “nenê” e o adulto completa: “Você viu que nenê bonito?”. Esse movimento de tomar aquele pedacinho de fala e colocá-lo no contexto da língua imprime caráter gramatical à fala da criança. Esse processo de aquisição de uma gramática estruturada leva uns quatro anos, embora varie de uma criança para outra.
INTERFERÊNCIA DA ANSIEDADE PATERNA
Drauzio – Às vezes, os pais ficam aflitos porque a criança de um ano não fala e não sabem que isso pode fazer parte do desenvolvimento normal do filho, não é?
Rejane Rubino – Os pais, às vezes, comparam um filho com o outro e concluem que o mais velho na mesma idade já falava, embora nem sempre entendessem o que dizia, enquanto o menor não fala nada. Costumo dizer, quando isso é motivo de grande preocupação, que eles devem ser orientados, porque essa ansiedade pode dificultar ainda mais o processo da fala infantil, na medida em que passa para a criança a imagem de que deveria estar fazendo alguma coisa que ainda não consegue fazer.
Na clínica, é importante avaliar o modo como os pais falam sobre esse atraso. Às vezes, eles estabelecem relações entre essa demora para falar (que pode nem ser uma demora de fato) com outras histórias da vida da criança e da história deles mesmos. É importante trabalhar para que a ansiedade da família se dissipe e, se realmente houver um problema, começar o tratamento precocemente.
ORIENTAÇÃO AOS PAIS E CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO
Drauzio – Que tipo de conselhos você dá aos pais ansiosos e que critérios estabelece para diagnosticar um real problema de linguagem?
Rejane Rubino – Existem alguns fatores que precisam ser examinados. Muitas vezes a criança ainda não fala, mas mostra sinais de que a linguagem está se organizando dentro dela. Um exemplo é a maneira como ela brinca. Se não fala, mas pega uma boneca, coloca-a para dormir, tira-a da cama, finge que a alimenta e lhe dá banho, apesar do silêncio, a linguagem está presente. É como se houvesse uma espécie de narrativa, evidenciada por eventos encadeados. No entanto, se a criança não consegue estruturar uma brincadeira, pega um brinquedo e larga para pegar outro que também deixa de lado, os pais precisam ficar atentos a esse modo de reagir.
Outro fator a considerar é o efeito da fala do outro na criança. Se ela atende a fala de terceiros, não há motivo para maiores preocupações, o que não acontece quando reage como se nada do que ouvisse tocasse nela.
Há, então, elementos que se usam na avaliação de linguagem para diferenciar o atraso que requer atendimento da simples demora para falar, uma vez que é praticamente impossível fixar uma idade exata em que essa demora deixa de ser normal.
FALAR ERRADO
Drauzio – E aquelas crianças que falam de um jeito que só as mães entendem?
Rejane Rubino – Isso aponta para outro quadro que não é o atraso da linguagem. A troca de fonemas, por exemplo, que em fonoaudiologia é chamada de desvio fonológico ou distúrbio articulatório, é um desses casos. Em vez de falar “carro” a criança fala “calo”; em vez de “vaca”, fala “faca”. Além das trocas, pode ocorrer também a omissão de sons.
Embora esteja estabelecido que em torno dos quatro anos de idade a criança deva estar com o sistema de sons da língua adquirido e estabilizado, existe certa margem de variação dentro dos limites da normalidade.
Há pais que trazem a criança com essa idade, preocupados porque ela fala errado a ponto de as pessoas de fora não entenderem o que diz.  Isso demanda análise cuidadosa para verificar que sons a criança não produz ou troca por outros a fim de determinar a necessidade de atendimento ou de esperar mais um pouco, pois ela está em fase final de aquisição da linguagem. Por exemplo: ela já fala razoavelmente bem todos os sons da língua com exceção do r duplo e dos encontros consonantais (fala “Basil” em vez de “Brasil”), em geral os últimos a serem adquiridos. Entretanto, mesmo antes dos quatro anos, pode ocorrer uma desorganização nos sistema de sons que merece o cuidado precoce do fonoaudiólogo.
Drauzio – Você poderia dar um exemplo disso?
Rejane Rubino – Há crianças que omitem sistematicamente os fonemas oclusivos velares, o /k/ de “cola” e o /g/ de “gola” e isso lhes causa incômodo e sofrimento. Lembro-me de que atendi uma menina cujo apelido era Cacá. Quando lhe perguntavam qual era seu nome, ela dizia A-á. As pessoas não entendiam, perguntavam de novo, ela repetia, mas não se fazia entender. A impossibilidade de dizer o próprio nome de maneira inteligível perturbava suas relações sociais. Num caso como esse, indica-se o atendimento mesmo antes dos quatro anos para evitar constrangimentos para a criança.
Ela se chamava Carolina e produzir o fonema /k/ fez uma enorme diferença em sua vida. O dia em que saiu da sessão falando Cacá, estava exultante. É através da fala que as pessoas se apresentam para o mundo. Não poder pronunciar corretamente o próprio nome é algo angustiante para a criança.
GAGUEIRA OU DISFLUÊNCIA
Drauzio – Tenho a impressão de que existem menos crianças gagas atualmente. Estou errado?
Rejane Rubino – Não saberia esclarecer a questão da frequência da gagueira, mas acho que é importante chamar atenção para o seguinte: certo grau de disfluência, ou gagueira, é normal na fala de todos nós e, muitas vezes, nem nos damos conta dele. Em relação à infância, há uma disfluência da fala descrita como normal que faz parte do processo de aquisição da linguagem e tende a desaparecer sozinha. Isso está relacionado com o momento em que a criança passa a produzir as próprias sentenças e tem de escolher uma palavra depois da outra. É como se estivesse diante de várias portas e estancasse hesitando por qual caminho deverá seguir. Isso não é ruim e mostra um movimento da criança na própria aquisição da linguagem.
É claro que o grau de disfluência varia de criança para criança assim como varia a preocupação das famílias. É freqüente pais levarem o filho ainda pequeno que gagueja um pouco para uma consulta com o fonoaudiólogo porque temem que ele seja gago.
Diante de uma hesitação normal, é preciso alertar os pais de que, se a reação deles for tranqüila, o problema da criança vai sumir naturalmente. Por que é importante dizer isso? Porque o modo como os pais lidam com essa fala disfluente pode criar uma autoimagem de mau falante na criança e levá-la realmente à gagueira. Quando ela começa a falar e para e o adulto interfere com dicas sobre a melhor forma de falar sem gaguejar (“pense a sentença toda antes de falar”, “respire fundo”, “fale devagar”), está brecando a fala da criança e criando uma tensão que ainda não existia. Por isso, é importante que os pais busquem orientação sobre a melhor forma de lidar com a disfluência dos filhos para não agravar um quadro que pode passar naturalmente.
Drauzio – A partir de que idade, os pais devem preocupar-se com a gagueira dos filhos?
Rejane Rubino – Eu diria que a partir dos quatro anos, aproximando-se dos cinco, porque nesse momento a criança percebe a própria disfluência e a reação que provoca nos outros.
A gagueira normal tende a diminuir a partir dos três anos e não incomoda nem inibe a criança. O problema começa quando ela evita falar em certas situações ou com determinadas pessoas e se recusa a pronunciar algumas palavras. Isso mostra que está criando mecanismos na tentativa de escapar da disfluência, o que agrava mais ainda o problema.
AVALIAÇÃO DOS FONOAUDIÓLOGOS
Drauzio – Em que os fonoaudiólogos se baseiam para dizer que determinado comportamento em relação à fala é normal ou merece cuidados?
Rejane Rubino – Sempre se inicia por uma entrevista com os pais na qual colocam por que estão procurando atendimento e contam a história da criança. Num segundo momento, o contato é com a criança. Há profissionais que optam por aplicar testes. Eu prefiro sessões livres e lúdicas. O material é gravado, transcrito e analisado para levantar erros e dificuldades que possam estar cristalizados, sintomas de um distúrbio que a criança apresenta e precisa de ajuda para superar.
Drauzio – Esses erros costumam ser sistemáticos ou aleatórios?
Rejane Rubino – Os erros da fala costumam ser sistemáticos, não no sentido de que sejam fixos, mas no sentido de que mostram uma sistematicidade própria da linguagem. Por exemplo, a criança que fala “faca” em vez de “vaca” vai trocar todos os fonemas sonoros pelos surdos. Ela vai falar “cassa” em vez de “casa”, “cato” em vez de “gato”, etc., porque isso é uma lógica própria do sistema de sons da língua. Nesses casos, não se trabalha com os sons isoladamente, mas com a oposição de sons surdos e sonoros, mexendo com todo o sistema fonológico da criança.
Drauzio – Isso pressupõe uma avaliação bem cuidadosa, não é?
Rejane Rubino – Bem cuidadosa. É preciso descobrir que sons são trocados, qual a relação existente entre eles, além de analisar outros fatores para escolher o melhor caminho para trabalhar com aquela criança especificamente.
LÍNGUA PRESA, LÍNGUA SOLTA
Drauzio – E os casos de língua presa, como são encaminhados?
Rejane Rubino – Aquilo que popularmente chamamos de língua presa, nada tem a ver com língua presa mesmo. Recentemente, foi publicada uma reportagem dizendo que o presidente Lula não tem língua presa, tem língua solta. Na verdade, o que ele, assim como outras pessoas têm, é uma projeção frontal da língua, resultante da flacidez ou hipotonia desse órgão. O ceceio característico de sua fala é provocado pelo mau posicionamento da língua, quer dizer, ela não fica contida no espaço nem na posição correta para assegurar o tônus adequado.
A língua presa, em contrapartida, está afixada na boca por uma prega que limita seus movimentos. Um bebê com língua presa pode ter dificuldade para mamar no seio da mãe, por exemplo. Por isso, às vezes, é necessário fazer uma pequena incisão para liberar os movimentos linguais.
Drauzio – Existem exercícios para reduzir os efeitos da hipotonia da língua?

Rejane Rubino  – Existem, sim. Gostaria de ressaltar que o desenvolvimento da musculatura orofacial utilizada para a fala tem relação bastante próxima e forte com funções como sucção, mastigação, deglutição e respiração. Assim, o ideal seria o bebê mamar no seio materno, mas nem sempre isso é possível. Alimentado na mamadeira, é importante que ele faça força para sugar. Muitas vezes, preocupadas com o ganho de peso da criança, as mães cortam o bico e o leite jorra sem o bebê fazer esforço algum. Mesmo que o bico seja ortodôntico e o furo pequenininho, sugar no peito demanda força muito maior.
O movimento de sucção propicia o crescimento adequado das estruturas ósseas, das mandíbulas e desenvolve o tônus adequado da musculatura que vai ser empregada na fala.
O mesmo princípio deve ser observado na passagem para a alimentação sólida. Não é raro receber no consultório uma criança a quem a mãe só oferece alimentos macios e pastosos, apesar de já ter idade para aceitar a alimentação dos adultos. Às vezes, as pessoas perguntam: “Quer dizer que o modo como meu filho come interfere no modo como ele fala?”. Sim, interfere e muito.
Outro cuidado importante é observar como a criança respira. Se respira pela boca, é bom levá-la ao otorrino para uma avaliação, já que a respiração bucal pode estar relacionada com a flacidez da musculatura e língua mal posicionada.
APRENDENDO MAIS DE UMA LÍNGUA
Drauzio – Teoricamente, a criança nasce com uma circuitaria cerebral que permite aprender a falar qualquer uma das centenas de línguas que existem.
Rejane Rubino – Elas são capazes de produzir quaisquer sons, mesmo aqueles inimagináveis depois que aprendemos a falar uma língua.
Drauzio – E as crianças que têm pais de nacionalidades diferentes e aprendem duas línguas. Isso resulta em alguma desvantagem?
Rejane Rubino – Existem estudos que estabelecem certa relação entre a possibilidade de problemas de linguagem e o bilinguismo, mas já vi dezenas de crianças crescendo em situação bilíngue sem nenhum problema.
Alguns pais optam por colocar os filhos em escolas estrangeiras, porque acham vantajoso aprender mais de uma língua. Se a criança, porém, manifesta algum distúrbio de linguagem tal atitude pode provocar embaraços, uma vez que ela se vê diante de uma língua estranha quando nem domina a língua materna.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tabela referencial de tamanhos. Roupas&calçados


Que crianças perdem roupas e sapatos mais rápido do que você consegue dizer paralelepipédico ou Pindamonhangaba (Momento Raul Gil) todo mundo sabe, mas uma das dúvidas mais cruéis que já tive nesses quase 8 meses com a minha baby, tem sido sem dúvidas o tamanho da roupa ou calçado na hora das compras!!!

Todo o enxoval assim como as roupas e sapatos dos primeiros meses ate hoje(quase 8meses) foram presentes de familiares e amigos(graças a Deus), mas eis que chegou o grande momento! O momento de tirar a mão do bolso e ir ás compras!

Notei que assim como eu, muitas mamães também ficam em dúvidas com relação aos tamanhos, portanto resolvi sair(Online) a procura de tabelas indicativas que com certeza será de grande ajuda(pelo menos pra mim) na hora das compras.
Vale destacar que nenhum bebê é igual o outro,portanto a tabela não é 100% correta! Na dúvida,compre sempre um pouco maior!


Roupas
Tabela referencial de tamanhos

Tamanho RN - 46 a 54cm - 3 a 5kg - Idade: 0 a 2 meses
Tamanho P - 54 a 60cm - 5 a 6,5kg - Idade: 2 a 5 meses
Tamanho M - 60 a 66cm - 6,5 a 8kg - Idade: 5 a 8 meses
Tamanho G - 66 a 72cm - 8 a 9kg - Idade: 8 a 10 meses
Tamanho GG - 72 a 78cm - 9 a 10kg - Idade: 10 a 12 meses



Sapatos Tamanho de acordo com idade aproximada
Tamanho 13 - recém-nascido
Tamanho 14 - 3 a 4 meses
Tamanho 15 - 4 a 6 meses
Tamanho 16 - 6 a 8 meses
Tamanho 17 - 8 a 10 meses
Tamanho 18 - 10 a 12 meses
Tamanho 19 - 12 a 14 mses
Tamanho 20 - 14 a 16 meses
Tamanho 21 - 16 a 18 meses
Tamanho 22 - 18 a 20 meses

domingo, 28 de abril de 2013

Homem X Mulher



Um familiar postou algo sobre a temperatura do homem ser mais baixa do que o da mulher, e eu me lembrei que sempre ouvi dizer o contrário disso.
Resolvi dar uma olhada na net antes de falar com ele e no susto encontrei uma matéria interessante sobre as diferenças entre o homem e a mulher o qual achei muito interessante,resolvi dividi-la com vocês! Espero agradar!!!!
super.abril





Sexos opostos

Homens e mulheres são ainda mais diferentes do que se imaginava: a desigualdade começa na concepção


por Lúcia Helena de Oliveira

Responda depressa: quais são as principais diferenças entre o homem e a mulher? A resposta provavelmente não é a que você está pensando ou, ao menos, não é apenas o que você pode estar pensando. Mas, se passou por sua cabeça a distribuição dos cromossomos no núcleo celular, o funcionamento do hipocampo cerebral, a velocidade das cordas vocais e da respiração, a largura da bacia, a proporção de gordura, a mucosa do estômago e a quantidade de suor e de lágrimas derramadas, então você acertou. Pois todas estas são grandes diferenças entre o homem e a mulher. E, claro, não são as únicas. Igualdade entre os sexos, ao pé da letra, nunca existiu. Desde a concepção, homem e mulher são diferentes. No óvulo existem 23 cromossomos, todos iguais, com a forma parecida à de um X, em quanto entre os 23 cromossomos do espermatozóide pode haver um cromossomo com a forma de Y. É o homem, portanto, quem determina o sexo: a união de um cromossomo Y com o X do óvulo gera um menino; X com X faz nascer menina. Mas a diferença também é quantitativa pois a loteria desse casamento de cromossomos parece favorecer os homens: estatisticamente, para cada 100 meninas que vêm o mundo são concebidos 105 meninos. Em compensação, meninos tendem a morrer mais que meninas -- o que mantém o equilíbrio entre os sexos na população.

Em primeiro instante, o sexo cromossômico de uma pessoa só se manifesta no embrião entre a sétima e a décima semana de vida. Até então, menino e menina se parecem. Mas, nesse período, o cromossomo Y faz com que certos tecidos, cuja tendência seria formar ovários ou glândulas sexuais femininas, se transformem em testículos, as glândulas sexuais masculinas. "Uma pequena produção de hormônios no feto", explica o endocrinologista Jairo Hidal, da Escola Paulista de Medicina, "de alguma maneira deixa no cérebro uma marca (ainda não localizada) que o faz trabalhar ou à maneira masculina ou feminina." A forma de trabalhar, por sinal, é a única divergência entre o cérebro masculino e o feminino.
Durante muito tempo falou-se, para alegria dos homens, na diferença de tamanho: de fato, o cérebro da mulher pesa em média 1,150 quilo e o do homem chega a 1,400 quilo. Mas hoje os cientistas sabem que o tamanho do cérebro não documenta necessariamente inteligência. "Na realidade, nem homem nem mulher usam todos os seus neurônios, de maneira que o tamanho do cérebro dá e sobra tanto para um como para outro", pensa o neurologista José Levy, da Faculdade de Medicina da USP. "A única diferença importante ocorre na região cerebral do hipocampo, que trabalha de forma contínua nos homens e ciclicamente nas mulheres." Ou, como prefere o endocrinologista Hidal, "o hipocampo feminino atua de modo mais sofisticado". O hipocampo governa a hipófise - a glândula-mãe situada no cérebro, na altura das sobrancelhas que comanda as demais glândulas do organismo. Todas elas, aliás, já funcionam na criança, com exceção das gônadas, as glândulas sexuais, para as quais a hipófise acorda num belo dia - é o início da puberdade. No caso do homem, começa então a haver uma comunicação contínua entre a hipófise e os testículos. A hipófise manda dois hormônios pela circulação até que os testículos comecem a produzir testosterona, o hormônio masculino. Já na mulher, a hipófise primeiro ordena que os ovários fabriquem uma série de hormônios do grupo chamado estrógeno. No pico dessa produção, há uma queda brusca; então, a hipófise determina que os ovários produzam um segundo hormônio, a progesterona. É como se existisse um relógio no organismo feminino: ao longo do mês, a taxa hormonal do homem é sempre a mesma; na mulher, varia conforme o dia do ciclo menstrual.
Pois o corpo feminino está continuamente se preparando para a gravidez. A diferença na regulação dos hormônios produz efeitos onde menos se espera. "A mulher tem a necessidade de respirar ligeiramente mais depressa que o homem", informa o pneumologista Flávio Tavares Martins, do Hospital Albert Einstein, de São Paulo. Respirar mais rápido, porém, não significa ter mais fôlego. A capacidade pulmonar do homem é que é maior (de 25 a 33 por cento). Isso lhe garante um desempenho melhor, por exemplo, em exercícios aeróbicos.
A vantagem no fôlego tem lógica: o homem possui mais massa muscular, que precisa de oxigênio para trabaIhar. A massa muscular é fruto da ação, na puberdade, dos hormônios masculinos, os andrógenos. Tão essenciais são esses hormônios que até as mulheres os têm, embora em proporção consideravelmente menor— cerca de 6 por cento do total masculino. Sem eles, não haveria academia de ginástica capaz de proporcionar às damas músculos mais desenvolvidos. Aos 17 anos, pouco mais da metade do peso do rapaz corresponde aos músculos; já na moça, a massa muscular eqüivale a 40 por cento do peso. A mulher, em compensação, tem mais tecido gorduroso concentrado principalmente na região das coxas e dos quadris.
Uma das hipóteses para explicar o fato de a mulher ter mais gordura e o homem mais músculo é a de que em tempos primitivos a função do sexo feminino era exclusivamente a maternidade. A gordura, supõem os cientistas, seria uma fonte adicional de energia, necessária para levar uma gestação até o final. Já o homem precisava ter mais força para correr em busca de alimento e literalmente lutar pela vida da família. Com tanto músculo, é natural que um homem adulto seja mais consumista: ele deve ingerir 2 700 calorias diariamente, enquanto a mulher precisa somente de duas mil. Essa diferença eqüivale a uma xícara cheia de açúcar.
O homem, portanto, sente mais fome—a não ser quando a fome feminina é apenas fruto de ansiedade. "Mas as mulheres têm mais necessidade de comer carne do que os homens", nota a nutricionista Midore Ishii, da Faculdade de Saúde Pública da USP, "porque elas precisam mais de ferro, um mineral essencial à formação de glóbulos vermelhos, para repor as perdas da menstruação." Engana-se, porém, quem pensa que as formas femininas são determinadas exclusivamente pela distribuição de gordura no corpo. É que os ossos também têm sexo. "A bacia da mulher é bem mais larga que a do homem, porque um bebê deve passar por ela", explica o antropólogo Daniel Munoz, da Faculdade de Medicina da USP.
A abertura infrapúbica na mulher fica em torno de 90 graus e no homem se limita a 60. No homem, o sacro— osso da parte de trás da bacia—é mais retilíneo, de forma que, ao se observar a sua bacia por cima, vê-se que o canal pélvico é quase fechado. Na mulher não existe a barreira do sacro, que se curva para trás, conferindo-lhe por tabela um bumbum mais arrebitado. "Como a distância entre os joelhos é a mesma em homens e mulheres, o fêmur também passa a acusar o sexo", aponta Munoz. Na verdade, como a bacia da mulher é mais larga, o fêmur acaba ficando inclinado; no homem, porém, sua posição é mais reta.
O crânio também difere conforme o sexo, embora não se saiba por quê. A mulher tem o osso frontal da testa mais reto, o ângulo nasal mais aberto. Já o homem tem uma protuberância na altura das sobrancelhas e arcos nasais mais fechados.
O hormônio masculino, provavelmente pelo mesmo motivo que provoca o desenvolvimento de músculos, torna os ossos mais fortes nos homens. Além disso, comparando-se um homem e uma mulher da mesma altura, pode-se notar que o homem tem pernas e braços mais longos—talvez porque a mulher devesse reservar espaço no tronco para a gestação. Os ombros femininos são estreitos, o que deixa os braços da mulher naturalmente mais encostados na cintura—um trejeito usado e abusado por atores quando interpretam personagens femininas.
Mas o fato de o corpo do homem ter proporções maiores que o da mulher acaba resultando numa diferença que só pode ser percebida pelo ouvido: a voz. Por uma lei da Física, quanto maior for o chamado trato vocal— o tamanho da laringe, das caixas de ressonância e das articulações—mais grave será a voz. "Podemos comparar a voz do homem a um violoncelo e a da mulher a um violino", diz a fonoaudióloga Leny Cristina Kyrillos. Até a adolescência, as vozes masculinas e femininas têm um mesmo tom. Mas depois os hormônios provocam o desenvolvimento da laringe e das cordas vocais—e aí o tom é outro.
Nos rapazes, o período da muda vocal, como é chamada, demora cerca de cinco meses e causa a formação do pomo-de-adão—que na verdade é o ângulo das cordas vocais—, além de alterar uma oitava a tonalidade da voz. Ou seja, após a muda, a voz masculina fica oito notas musicais mais grave. Nas mulheres, a muda dura apenas três meses. No final do processo, a voz só estará duas ou três notas mais grave. Por mais fino que um homem fale, porém, suas cordas vocais vibram, no máximo, 130 vezes por segundo. Já por mais grossa que seja a voz, as cordas vocais femininas vibram, no mínimo, 190 vezes por segundo. "O tom das vozes do homem e da mulher só torna a se encontrar na velhice, quando se aproxima ao do sexo oposto", explica Leny.
Além da voz, o olfato também parece não ser o mesmo em homem e mulher. Uma pesquisa realizada no ano passado revelou que as mulheres não só acreditam que sentem cheiros melhor como do fato sentem. Como a sensação de sabor é parcialmente proporcionada pelo cheiro da comida, seria natural que a mulher também tivesse um paladar mais refinado. No entanto, os maiores cozinheiros do mundo são homens.
Outra diferença marcante entre os sexos é a distribuição de pêlos. Os pêlos pubianos na mulher formam um triângulo e no homem um losango. E, como é notório, o homem é bem mais peludo, possuindo até barba, graças à ação de hormônios. "Conseqüentemente, sua pele tende a ser mais oleosa", explica o dermatologista Mauro Yoshiaki Enokihara, da Escola Paulista de Medicina, "pois cada pêlo está ligado a uma glândula sebácea." Recentemente, um estudo com atletas americanos provou que os homens também transpiram mais.
Parece vantajoso, mas não é: as mulheres, suando menos, conseguem manter o equilíbrio da temperatura corporal em climas quentes. Daí os cientistas concluíram que o organismo feminino deve ter controles de temperatura mais eficientes, embora não se saiba o motivo.
Também mais eficiente parece ser o sistema imunológico feminino—ao menos a julgar pelos números das reações a transplantes: em pacientes mulheres é de 55 por cento; em pacientes homens cai para 28 por cento. Em compensação, as mulheres tendem mais a sofrer de doenças auto-imunes, como a artrite, que faz cinco vezes mais vítimas femininas. De qualquer forma, a mulher vive em média de quatro a dez anos mais que o homem - um bom motivo para falar em sexo forte no feminino. Talvez haja uma predisposição genética para isso, segundo recentes hipóteses levantadas nos Estados Unidos. A cada dia, por sinal, surgem novos estudos para explicar o fato.
Fala-se, por exemplo, no papel desempenhado pelos hormônios. Por causa deles, o homem teria mais colesterol — uma comprovada causa de infartos. Mas as aparências podem enganar: embora os homens tenham sete vezes mais infartos que as mulheres, a razão pode estar no comportamento. "Quanto mais moderna a sociedade, mais a mulher começa a adquirir hábitos como fumar e beber, entrando na dança dos problemas cardíacos", observa Charles Mardy, cardiologista do Incor. Uma coisa é certa: os hormônios masculinos estimulam a acidez no aparelho digestivo, deixando os homens mais sujeitos a úlceras.
"Ao contrário, os hormônios femininos comprovadamente protegem a mucosa do estômago", explica o gastrenterologista Moacir da Pádua Vilela, da Escola Paulista de Medicina. Mas as mulheres, após os 45 anos, têm uma tendência muito maior a engordar do que homens da mesma idade. "Uma mulher em cada cinco mulheres nessa faixa etária desenvolve um problema de tireóide em que o metabolismo diminui. Isso é raro em homens", compara o endocrinologista Geraldo Medeiros. Além de afetar tanto a fisiologia quanto a anatomia de ambos os sexos, os hormônios exercem marcada influência sobre o comportamento. "Os andrógenos, atuando no cérebro, deixam os homens naturalmente mais agressivos", diz Medeiros. "Todos sabem que um cavalo castrado é dócil, comparado a um garanhão", observa.
Já nas mulheres, parece que a progesterona pode provocar irritabilidade ou melancolia, daí a chamada tensão pré-menstrual quando esse hormônio entra em ação. Uma pesquisa do bioquímico americano William Frey revelou que a prolactina—hormônio que estimula a produção de leite—deixa as mulheres mais choronas: é que a prolactina também estimula as glândulas lacrimais (embora em matéria de risos e sorrisos homens e mulheres tenham a mesma capacidade).
Sendo assim tão diferentes, como homens e mulheres conseguem viver juntos? Alguém poderia sentir-se tentado a responder que não conseguem mesmo—mas não seria exato. A resposta certa está na ação dos andrógenos, horrnônios que têm a notável propriedade de provocar algo em comum em homens e mulheres: o desejo sexual. E homens e mulheres quase sempre desejam o sexo oposto — aquele que Ihes é tão diferente.


Falsas diferenças
Muitas vezes, quando falam de sexo, as pessoas citam diferenças onde o que existe é igualdade ou então trocam as bolas — geralmente em prejuízo da mulher. São as falsas verdades que aparecem ao se comparar características masculinas e femininas. Alguns exemplos: Meninas adoecem mais do que meninos As estatísticas mostram o contrário: os meninos não só adoecem mais (embora não se saiba exatamente por quê) como estão mais sujeitos a acidentes (o que é fácil de entender). Mulheres têm mais tendência a engordar do que homens Antes dos 45 anos, a mulher tem tanta tendência a ganhar quilos quanto o homem. Quem come mais do que precisa e não faz exercícios engorda—sexo não tem nada com isso .A mulher tem menos sensibilidade ao calor nas mãos A quantidade de sensores de temperatura na pele do homem e da mulher é equivalente. Se o homem mexesse tanto com panelas como a mulher, também suportaria mais o contato com objetos quentes. O organismo da mulher tem mais água A mulher, na época da menstruação, retém mais água, por causa do aumento de hormônio progesterona. Ora, esse hormônio também conduz sal para o intestino. E, como se sabe, sal retém água. Mas, na verdade, o organismo masculino possui 10 por cento mais de água do que o feminino, por causa da maior massa muscular.


Onde o homem é mais homem
coração: mais sujeito a infarto, porque a taxa de colesterol é maior
pulmão: a capacidade é entre 25 e 33 por cento maior
glândula sudoríparas:produzem mais suorpele:tende a ser mais oleosa
músculos: são mais robustos e sua massa corresponde a mais da metade do peso do corpo
pernas: são mais longas


O argumento da força
Nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, dois recordes foram quebrados na prova de 200 metros rasos: a americana Valerie Hooks cobriu o percurso em 22s03; o americano Carl Lewis, porém, marcou 19s80. Nenhuma originalidade nisso. As marcas masculinas são sempre melhores do que as femininas. Por quê? "Porque os homens são mais fortes, mais rápidos e mais resistentes", responde o professor de Educação Física José Medalha, vice-técnico da seleção de basquete masculino que disputa as atuais Olímpiadas de Seul A resposta pode parecer sumária. É disso mesmo, porém, que se trata.
Em média, a força muscular da mulher corresponde a 70 por cento da força do homem. A maior diferença está no músculo flexor do antebraço, que nos permite erguer pesos. Sua força, na mulher, eqüivale a menos da metade da força no homem. Já a menor diferença—22 por cento—está nos músculos envolvidos na mastigação, o que, infelizmente para as mulheres, não faz diferença nenhuma na vida esportiva. Que as mais fracas desculpem, mas a força é fundamental no esporte. "No basquete, por exemplo, é preciso ter força nos músculos para correr na quadra. Por isso as equipes não podem ser mistas", comenta o professor Medalha.
Para correr, aliás, o homem conta com outra vantagem: seus ossos são proporcionalmente maiores, e ossos servem de alavanca para os músculos. O fato de também a capacidade respiratória ser diferente não pode ser esquecido. Mas, embora a do homem seja maior, as mulheres atingem o auge de sua capacidade cerca de três anos antes dos homens, aos 14-16 anos. Por isso, acreditam alguns pesquisadores, as adolescentes se saem melhor em provas de natação do que os rapazes com a mesma idade. A mulher tem ainda muito mais flexibilidade e coordenação motora. "Por mais que um homem se esforce, nunca chegará a alcançá-la", acredita Medalha. Daí porque, nas modalidades esportivas em que a força não predomina, a mulher pode sair-se melhor: por exemplo, na patinação ou na ginástica olímpica, que, ao requerer jogo de cintura, beneficia a mulher, por causa de sua bacia larga.


Onde a mulher é mais mulher
cérebro: o hipocampo funciona a intervalos regulares, por comandar a produção de hormônios diferentes
glândulas lacrimais: produzem mais lágrimas
voz:a freqüência das cordas vocais é maior
estômago: possui mucosa mais resistente
bacia:é mais larga
coxas:além de uma concentração maior de gordura nessa região, o osso fêmur é mais inclinado


(SUPER número 3, ano 4)

(SUPER número 11, ano 6)

Tentação em dose dupla
(SUPER número 10, ano 7)

(SUPER número 11, ano 7)

(SUPER número 7, ano 8)

(SUPER número 6, ano 10


)

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Bebê nasceu com dois dentes

destaknews

12/2010

Recém-nascido deixa moradores de Prata-MG curiosos

MGTV TV Integração

Bebê nasceu com dois dentes e surpreendeu a família e a equipe médica


Um caso raro despertou a curiosidade dos moradores de uma cidade no Triângulo Mineiro. Um recém-nascido, que nasceu em Prata, virou o principal assunto nas ruas. A notícia está intrigando os moradores do município com pouco mais de 25 mil habitantes. “É um fato curioso, quero ver pessoalmente”, afirma o comerciante André Silva Freitas.
A crocheteira Doralice Gonçalves Borges observa os vizinhos da porta de casa. Ela ainda não acredita no que viu. “Eu vi e não consegui dormir. É curioso”, enfatiza a crocheteira. Na casa de Silvânia, mãe da criança, o motivo de tanta curiosidade. Ana Paula nasceu com oito meses, dois quilos e 100 gramas e dois dentinhos que surpreenderam a família. “Fiquei assustado”, afirma o carpinteiro Nivaldo Gomes da Silva.
A menina está bem. Segundo a mãe, ela mama normalmente. Agora, passada a surpresa, vem a preocupação. “Tenho medo que machuque a menina”, afirma o carpinteiro. A odontopediatra, Luisa Maria Ticly Alves, explica que há pelo menos seis fatores que podem favorecer o surgimento de dentes em bebês recém-nascidos, entre eles sífilis e febre.

Casos como este são raros. A incidência é de um para dois mil nascidos vivos, segundo a especialista. “E não é necessária a extração a menos que esteja machucando o bebê. Os pais devem ficar atentos a isso”, explica a odontopediatra.
A pequena Ana Paula nasceu no único hospital da cidade. O caso despertou a curiosidade até de quem trabalha no local. E não é por falta de experiência. A média de partos é de 30 por mês. Mas como será que reagiram os profissionais diante de tanta surpresa? “Nunca tinha visto antes”, declara a obstetra Maria do Carmo Arantes.
Aquela história de não acreditar no que está vendo? Foi o que aconteceu com a enfermeira Katiusse Vieira Takahashi, que trabalhou no parto. “Quando fui aspirar não vi. Quando vi não acreditei. Precisei ver de novo”, acrescenta a enfermeira.
Ainda segundo o odontopediatra, os pais só devem se preocupar se os dentes da criança amolecerem. Neste caso, é preciso procurar um especialista para extraí-los por causa do risco de o bebê engolir e engasgar com os dentes.

O Primeiro Dentinho.

Hoje estou imensamente feliz, nasceu o primeiro dentinho da minha baby!

Essa descoberta levou 3 dias para ser confirmada.
No primeiro, em um sorriso farto,notei uma diferença na gengiva, no segundo dia tomei coragem e coloquei o dedo na boca da baby para sentir e grande foi a alegria quando notei que de fato havia um dentinho ali. E hoje, consegui fotografar!!!

ABAIXO SEGUE ALGUMAS PERGUNTAS AS QUAIS ACHEI INTERESSANTES REPASSAR A VOCÊS!!!
pediatrio.blogspot


10 perguntas e respostas sobre os dentes dos bebês






Quando nascem os dentes dos bebês?

Por volta do segundo trimestre de gestação, começam a se formar os primórdios dos dentes, dentro da gengiva do bebê. Ao nascimento, já há todas as raízes e por volta do quarto mês de vida, os dentes estão cobertos pelo esmalte dentário. Na maioria dos bebês, os dentes começam a nascer a partir do sexto mês, mais frequentemente por volta dos oito meses. Os primeiros dentes que nascem são os incisivos centrais inferiores, ou seja, os dois dentinhos centrais na gengiva de baixo. Aproximadamente um mês após estes primeiros dentes surgirem, nascem os dois dentinhos centrais de cima, os incisivos centrais superiores. Não é raro nascerem junto os laterais superiores e a criança passa a ter quatro dentes superiores. Em seguida, nascem os incisivos laterais inferiores, seguidos dos primeiros molares, que são dentes bem grandes mais no fundo da boca. Após os molares, vêm os caninos, que são pontudos e ficam entre os dentes da frente (incisivos) e os molares. Após os dois anos, nascem os segundos molares, completando a coleção. Ao final, há vinte dentes de leite, por volta dos três anos.


Bebês podem nascer com dentes?

É raro, mas pode acontecer de um bebê nascer com um dente. Isto pode acontecer na proporção de um para cada 2.000 recém-nascidos. Geralmente são dentes extranumerários, ou seja, há todos os dentes e mais este. É importante definir se é um dente extra, porque em geral, estes dentes são removidos, pelo risco de caírem e serem aspirados para o pulmão. Porém, no caso de não ser um dente extra, ou seja, ser um dente de leite presente ao nascimento, a conduta de retirada do dente deve ser avaliada com o dentista.


Meu bebê de quatro meses está babando muito. Será que já virão os dentes?

Apesar de algumas crianças poderem ter sua dentição se iniciando nesta idade, isto é raro. Todas as crianças passam a babar muito por volta do quarto mês de idade, porque nesta fase existe um grande aumento normal na produção de saliva. Algumas chegam até mesmo a engasgar com este excesso salivar. Isto não se relaciona com a chegada dos dentes nesta fase.


Minha criança de nove meses ainda não tem dentes. Será que há algo errado?

Há uma grande variação na época em que os primeiros dentes começam a nascer. Em média os primeiros dentes nascem por volta dos seis meses, porém, a partir de um mês de idade até um ano e meio considera-se um período normal para o nascimento dos primeiros dentes. Ou seja, aos nove meses, um bebê sem nenhum dente é perfeitamente normal.


É verdade que quando nascem os dentes, a criança tem febre e diarreia?

A literatura médica não costuma relacionar sintomas de febre, resfriados ou diarreia com o nascimento dos dentes. Porém, na prática, o que se observa é que, em algumas crianças, na fase em que nascem os dentes, há sintomas concomitantes. Geralmente são sintomas leves, como o intestino mais solto, com assaduras frequentes, por exemplo. Há crianças que parecem ter uma queda de resistência nesta fase, ficando mais suscetíveis a apresentar viroses respiratórias, como resfriados. Nestas situações, a febre costuma acompanhar o quadro. Portanto, uma criança com febre alta ou uma diarreia intensa, necessita de uma avaliação pediátrica, não sendo correto atribuir-se tudo aos dentes que estão nascendo. Nestes casos, provavelmente há uma infecção.


Puxar a orelha pode ser sinal de que o dente está vindo?

Sim, esta é uma verdade. Na fase de nascimento dos dentes, é muito frequente as crianças puxarem a orelha, ou enfiarem o dedinho dentro da orelha, como se algo estivesse incomodando. Na verdade, isto ocorre porque a dor se reflete da região dos dentes para a orelha. Mas a criança continua alegre e animada. Se a criança tem uma infecção de ouvido, além da dor, há febre alta e persistente, com prostração, além do incômodo na região da orelha.


O que fazer quando o bebê está muito irritado na fase de nascimento dos dentes?

Há crianças que realmente sofrem muito nesta fase. Muitas deixam de comer, não conseguem aceitar a colher e voltam a só querer leite. Outras, não aceitam mais alimentos sólidos e só querem papas. Algumas crianças voltam a babar muito e acordam chorando no meio da noite. É curioso observar como há variação de uma criança para a outra. Já vi crianças no consultório com oito dentes nascendo ao mesmo tempo e a mãe nem sabia, de tão tranquila que a criança estava. Infelizmente, outras, sofrem dente a dente.
O que fazer? Basicamente, deve-se tentar amenizar a dor. Para isto, há dois tipos de recursos: os anestésicos tópicos, tipo Nenê dent, ou os analgésicos por via oral, tipo Acetaminofen ( Tylenol, Pratium) ou Ibuprofeno (Alivium, Doraliv), este último para os maiores de seis meses.


Se a intenção é aliviar a dor na hora da refeição, pode-se aplicar uma quantidadepequena de gel anestésico, uns quinze minutos antes de oferecer a comida, para que a gengiva já esteja mais amortecida. Se a necessidade é de se manter a dor controlada por várias horas, como durante a noite, o melhor é dar uma dose de medicamento por via oral, cuja duração é mais longa.
Dar mordedores para o bebê sempre pode ajudar. Os mordedores que têm gel e vão para o congelador, acabam fazendo um bom efeito, porque o geladinho acaba também aliviando a dor.



Que cuidados devo ter com os dentinhos de leite?

Logo que os dentes nascem, deve-se iniciar sua higiene, com uma escovinha macia e água. Eu costumo indicar a escova de dentes da marca MAM, que é bem pequena e macia. Não é necessário o uso de creme dental nesta idade tão precoce. A simples escovação é suficiente para manter os dentes limpos. Logicamente, se for possível, a escovação após todas as refeições é sempre indicada. Porém, o horário mais importante para se escovar os dentes da criança é o horário noturno, uma vez que durante a noite a produção de saliva é muito baixa, facilitando o aparecimento de placas bacterianas. Depois que a criança escovou os dentes, não deveria mais comer ou beber nada. Há crianças que mamam para dormir e dificilmente se consegue escovar seus dentes após adormecerem. Neste caso, se for dado leite após a escovação, a recomendação é que seja leite puro, sem açúcar ou qualquer produto adicionado ao leite.










Qual creme dental devo usar?

Quando a criança cresce um pouco, por volta de um ano, já fica mais difícil escovar seus dentes, pois há relutância com a escova e o ato da escovação. Nesta hora, pode-se iniciar o uso de um creme dental sem flúor, pois as crianças pequenas não conseguem cuspir após a escovação e engolem o creme dental. Se engolirem flúor em excesso, podem ocorrer manchas nos dentes, situação conhecida por fluorose. Em geral, até os quatro anos de idade, mantém-se o creme sem flúor. Há algumas marcas no mercado, como o gel dental sem flúor da Weleda, ou o Malvatrikids Baby, do laboratório Daudt. Recomenda-se utilizar a quantidade equivalente ao tamanho de uma ervilha. 












A partir dos quatro a cinco anos, quando já aprendem a cuspir, utiliza-se um creme dental infantil, que possui a metade da quantidade de flúor dos cremes dentais de adultos. 






Quando devo levar minha criança ao dentista?
A Academia Americana de Pediatria recomenda que a primeira avaliação pelo dentista seja feita por volta dos três anos, quando já se completou a dentição. Até esta hora, o pediatra deverá orientar os cuidados de higiene adequados e observar alguma situação que necessite avaliação mais precoce do odontopediatra. A American Dental Association, por sua vez, recomenda uma primeira avaliação por volta de um ano de idade.



quarta-feira, 3 de abril de 2013

Chá de canela é abortivo?

Estava aqui me deliciando com chá de canela que atualmente tanto gosto,quando me lembrei de uma ocasião onde me foi oferecido esse mesmo chá porém com os motivos de ele causar aborto.
Não aguentei e resolvi dar uma pesquisada a respeito para informar aquí no blog sobre esse chá.
Então vamos lá!

Segundo o blog tvcanal07.blogspot.com.br, o chá de canela;
"inibe a falta de apetite, melhora perturbações digestivas como as cólicas mais leves, melhora a flatulência (gases) e dá uma sensação de plenitude gástrica. Para tudo isso, o chá de canela, conforme recomendado pela ANVISA pode ser um aliado. Lembrando de antemão que o chá de canela é abortivo e deve ser evitada durante a gravidez."

http://tvcanal7.blogspot.com http://tvcanal7.blogspot.com/2011/04/cha-de-canela-e-aborto-mito-ou-verdade.html#ixzz2PRxHlAMl

Já o site donagirafa.com.br ja diz o contrário.
"O unico chá que encontramos que não requer cuidado nenhum,por não apresentar componentes abortivos é o chá de canela em pau, encontrado em qualquer supermecado."

No Cliquesaude.com.br
"O chá de canela não é abortivo. Essa história é mito, pois qualquer substância abortiva seria controlada para venda."

Ou seja, não tem como saber exatamente,pelo menos EU ainda não tenho certeza sobre ser ou não ser abortivo, porém recomendo que se caso você estiver gravida ou suspeitando procure evitar o cha de canela,assim como vários outros. Procure se informar com seu médico a respeito.

Abaixo vai um pouco mais sobre o chá de canela no sentido geral!
A canela é uma especiaria obtida através da árvoreCinnamomum zeylanicum, a caneleira, e nativa de regiões asiáticas. Biblicamente mencionada como importante especiaria, a canela foi um dos itens mais importante para as companhias de comércio português, que viajam os continentes em busca do produto cultivado na Sri Lanka que era vendido a preço de ouro e cujo perfume podia ser sentido a léguas de distância.
Na culinária, a canela é apreciada em vários pratos como condimento e aromatizante. O chá de canela também é conhecido por várias propriedades medicinais e emagrecedoras. Confira a seguir mais informações de para que serve o chá de canela?

Chá de canela serve para quê?

Chá de canela emagrece.O chá de canela é um ótimo aliado para a perda de peso. A bebida termogênica, que aumenta a temperatura do corpo e estimula o metabolismo, serve para melhorar a indigestão, tira a fome e ajuda a queimar gorduras. A canela serve ainda para controlar aquela vontade louca de comer doce e acelera a queima de calorias.
Se você inserir a canela em sua alimentação, misturada ao leite ou frutas e ainda complementar com atividade física, verá que muito rápido terá um ótimo resultado em sua dieta

Chá de canela serve para a gripe?

Pessoa com gripeO chá de canela é ótima aposta quando você sente aquela gripe ou resfriado se aproximar pois serve para neutralizar e reduzir as implicações de vários tipos de infecções que atacam o corpo. A dica é fazer um chá de canela com gengibre fresco antes de dormir.
Quem sofre com tosse crônica também pode fazer uso do chá de canela ou da canela em pó com mel para amenizar o problema.

Chá de canela como fazer?

Preparo do chá de canela.Para preparar o chá de canela basta colocar cascas de canela triturada junto de água fervente e tampar por 10 minutos para que liberem o óleo medicinal que contém. O chá de canela pode ser tomado várias vezes por dia e misturado a outros ingredientes.
Graças a efeitos antibacterianos, o chá de canela também serve para quem sofre com infecções.
Outra indicação comum é da canela para problemas de colesterol e problemas digestivos . O chá serve ainda para problemas como náuseas, diarreia e acidez estomacal.
Mesmo considerando todos os benefícios do chá de canela, nunca substitua nenhum tratamento antes de consultar o seu médico